Os picos de maior força
alcançam-se pelas 6h da tarde.
Para determinar o melhor
momento para treinar devemos saber que o nosso corpo segue uma
série de ciclos diários, "ritmos circadianos", que controlam o
nosso rendimento muscular, cardiovascular e a nossa motivação no
momento de correr.
Este relógio biológico regula-se por
variáveis como o sono, o metabolismo ou a temperatura corporal.
Esta última variável tem um peso enorme no rendimento desportivo.
Quando a tua temperatura é mais elevada, os treinos mais intensos
costumam ser mais eficientes do que com uma temperatura mais baixa.
Por isso, devemos realizar os nossos treinos mais intensos ao final
do dia, já que é aí que o corpo humano alcança a sua temperatura
mais alta.
Em sessões mais longas, e por isso,
menos intensas (de pelo menos 80 minutos) parece que o maior
rendimento se pode obter da parte da manhã, já que o esforço é mais
gradual e progressivo, e a alta temperatura é um elemento
contraproducente neste tipo de esforços.
Com este ponto de vista, podemos
definir que os picos de maior força da musculatura das costas,
braços, pernas, da potência anaeróbica, do salto e da
flexibilidade, alcançam-se pelas 6h da tarde.
Do ponto de vista nutricional, também
existe um período óptimo para a reposição de nutrientes. A
refeição mais importante de um corredor é aquela imediatamente a
seguir ao treino. Nela, devemos destacar a importância da
ingestão de três tipos de macronutrientes: gorduras (favorecendo as
não saturadas), proteínas e hidratos de carbono (de alta carga
glicémica como a massa, o arroz ou o pão) para assim
favorecer o crescimento muscular e a reposição dos
depósitos de glicogénio.
Se fazemos uma refeição com estas
características em horas próximas às de dormir não favorecemos a
recuperação de nutrientes e acumulamos este tipo de hidratos de
carbono em forma de gordura. Por isso,o ideal é terminar o
treino entre as 7 e as 8 horas da tarde para retirar vantagens da
carga pós-treino.
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