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Ginásio e Running 08-06-2012

O sistema muscular do corredor está constituído principalmente por fibras do tipo I, também chamadas de vermelhas ou lentas. Estas fibras têm uma grande vascularização e são muito resistentes à fadiga. Também se constatou que abundam as fibras do tipo II (brancas ou rápidas), concretamente as de subtipo IIA que, apesar de serem rápidas são resistentes à fadiga de não muito longa duração. Estas são um apoio importante para as fibras lentas porque ajudam no reforço em acções importantes de certa intensidade na corrida como as mudanças de ritmo, subida de encostas, etc.

As fibras musculares melhoram as suas condições estruturais perante estímulos de uma intensidade considerável e por isso deve realizar-se periodicamente exercícios de intensidade suficiente para provocar as adaptações pertinentes para um maior rendimento desportivo do corredor.

O ginásio é um complemento ideal na preparação do corredor. Bom exemplo disso são os benefícios que te resumimos:

- Aumenta a funcionalidade das fibras musculares nas diversas contracções: ao levar ao extremo das suas possibilidades os distintos componentes contracteis dos sarcómeros das fibras musculares, gera-se maior eficácia contráctil.

- Melhora a coordenação intramuscular e intermuscular: as diferentes fibras musculares e os diferentes grupos musculares implicados no movimento cíclico da corrida contraem-se em simultâneo no momento em que é necessário gerar mais força e eficácia.

- Desenvolve a força dos músculos impulsores: a ganância da força dos músculos implicados no impulso gera uma maior velocidade de deslocação. Assim, melhora-se uns milímetros em cada movimento, conseguindo-se ganhar bastante numa distância longa com o mesmo esforço aparente.

- Trabalha angulações musculares minguadas durante o movimento da corrida: quando corremos realizamos um movimento cíclico de maneira muito repetitiva, trabalhando os músculos com uma angulação limitada nas suas contracções o que faz com que atrofiem numa parte e não desenvolvam todo o seu potencial. Por isso, ao fazermos um trabalho de musculação incidiremos nesses ângulos mortos melhorando assim a funcionalidade muscular no movimento da corrida.

- Fortalece as fibras musculares tornando-as mais fortes: ao expor o músculo a cargas elevadas e de curta intensidade fazemos com que as fibras musculares ganhem em firmeza e força. Com isso, ganhamos em rendimento e prevenimos as lesões.

- Tonifica os tendões prevenindo as tão temidas tendinites: os trabalhos musculares diferentes potenciam não só as fibras musculares como fortalecem as uniões dos músculos ao osso, prevenindo a tendinite de Aquiles ou da Fáscia Lata.

- Melhora a capacidade de velocidade: ao melhorar a força muscular o corredor terá mais velocidade o que é necessário para acções inesperadas na corrida como as encostas, as saídas, as chegadas, etc.

- Tonifica músculos atrofiados e desenvolve a musculatura de forma harmoniosa: na corrida quase não se trabalha o trem superior pelo que um estímulo para os bíceps, tricípites, ombros, peitorais ou dorsais será de grande ajuda para compensar desequilíbrios.

- Oferece variedade ao treino: ao mudar de cenário e realizar exercícios novos, o corredor fica mais motivado e consegue render mais nos treinos de corrida

- Melhora a técnica do corredor: quando se têm maiores níveis de força muscular é mais fácil realizar movimentos técnicos correctamente. Normalmente, quando temos uma debilidade muscular, na técnica geram-se vícios e defeitos que, a longo prazo, provocam problemas.

 

 


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