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Gravidez e Running: são compatíveis? 13-12-2011

PUMBA!!!

Existem riscos para o bebé?

Muitas mulheres perguntam-se se podem continuar a correr enquanto estão grávidas, se existem riscos para o bebé e o que podem fazer para não perder o treino durante os 9 meses. Queremos ajudar a esclarecer todas as dúvidas!

A primeira coisa que queremos esclarecer é que se se trata de uma gravidez em que não haja riscos e todos os parâmetros estejam bem controlados.

 

Não há nenhum perigo para o bebé sempre e quando correr não pressuponha um esforço demasiado grande, como por exemplo, numa competição.

Podemos comparar a gravidez com uma preparação para provas físicas de grande resistência já que o parto pressupõe um esforço físico esgotante que depende da resistência mental e muscular da mãe em conjunto com um controlo hormonal. Ou seja, se treinarmos estaremos a preparamo-nos para ele por isso é importante continuar a fazer algum exercício até ao dia do parto e recomeçar o mais depressa possível depois.

Nos primeiros três meses há um desajuste hormonal. Se a este desajuste acrescentarmos o deixar de fazer algo a que o corpo estava acostumado, é possível que tudo comece a funcionar pior, fiquemos deprimidas ou se corra um maior risco de aborto. Os benefícios em fazer exercício durante a gravidez são sempre superiores aos riscos - isto sim, sempre que a mulher esteja acostumada a correr. Se não for este o caso, o melhor é reservar o nosso encontro com o running para mais tarde e tentar fazer outro tipo de desportos mais adequados e controlados.

Primeiro trimestre

Durante os 2-3 primeiros meses de gravidez, o embrião e as membranas que o cobrem estão em desenvolvimento. Nestes meses os tecidos do embrião atravessam os tecidos que formam o útero da mãe e deixam de alimentar-se por difusão das paredes do útero. Nutre-se por intermédio do sangue materno e quando alcança a camada vascular do útero dá lugar ao feto. A união das membranas do feto com o útero materno produz-se através da placenta descodeia que é uma espécie de bolsa que se pega ao útero por uma zona com a uma extensão equivalente a uma moeda média. Se nos primeiros meses esta ligação se "descola" da placenta, o embrião ou feto morre. 

Esta é a razão principal por que se recomenda descanso nesta etapa, ainda que haja mulheres que estão habituadas a praticar desporto e ultrapassam esta fase sem qualquer tipo de complicação fazendo a sua vida normal com exercício.

O mais importante é continuar a fazer a mesma quantidade de exercício a que estávamos habituadas, tendo cuidado para não sofrer muito impacto nem fazer muitos saltos para que o ajuste normal da mãe seja mais eficaz. É um erro parar totalmenteou, pelo contrário, começar subitamente um programa de exercício intenso.  

Algumas mulheres vivem estes 3 meses como se nada tivesse mudado nas suas vidas e duvidam até de estar grávidas. Se não existem problemas com a gravidez, podemos continuar a correr como sempre, apenas ter cuidado para não fazer demasiado esforço.

Segundo trimestre

É o mais confortável. Todo o mal-estar desaparece e começas a descobrir que as curvas são lindas porque pressupõem uma nova vida dentro de ti. Durante esses meses é normal sentir-se cheia de energia pelo que, apesar do teu peso aumentar todos os dias, correr torna-se um exercício muito agradável e divertido porque aprendeste a controlar as tuas pulsações e a manter um ritmo mais baixo e fácil de seguir. Mas há que ter cuidado. Corre para cuidares de ti física e emocionalmente. Correr ajuda-te a controlar o peso e a libertares endorfinas que te fazem sentir feliz. Não é recomendado competir ou fazer esforços máximos.

Terceiro trimestre

É o descanso da corredora. Não podemos, no entanto, deixar totalmente de correr ou de fazer exercício. Muda o "chip" e inscreve-te em aulas de hidroginástica. Vais descobrir as vantagens da gravidez aquática à medida que o peso da barriga se vai tornando insuportável. Outra opção para não perder a boa forma é andar uma hora e meia por dia a um ritmo rápido, principalmente por trilhos e montanha. Ainda que te pareça um exercício simples, é o melhor. Mantém a tua forma física e fortalece as tuas articulações, além de treinar a musculatura do períneo e de estabilizar o teu corpo nas encostas e desníveis pondo os abdominais fortes apesar do seu volume.

Se andas a um ritmo muito rápido, não te custará quase nada voltar a correr depois do parto.Pensa que estás a treinar a resistência. Se tivesses de correr com uma mochila de 10 a 15 Kg de peso também não conseguirias deslocar-te com muita rapidez.

Portanto, nestetrimestre convém correr suavemente ou não correr, excepto se estivermos em excelente forma. Opta por alongares e fazeres iogapara tentar baixar a tensão muscular e preparar o parto.

Há que mencionar o risco de lesão que existe para as articulações maternas nos exercícios de alto impacto se corrermos como loucas neste trimestre porque durante a gravidez, segrega-se uma hormona chamada relaxina que coloca os ligamentos mais laços e assim corremos o risco de nos excedermos na mobilidade articular. É também importante mencionar que se a barriga se move em todas as direcções com cada pisada, corremos o risco de danificar os ligamentos do útero, por isso é importante utilizar uma faixa. Estes são os riscos reais de treinar sem limite no terceiro trimestre, mas ainda é pior não nos movermos. O importante é correr com cabeça. 

E depois do parto?

Imediatamente depois do parto a mulher pode começar pouco a pouco a praticar actividade física. Se não estamos acostumadas, é melhor andar do que correr. Convém reforçar os músculos do períneo (exercícios de Kegel, subir e descer por terreno irregular…) já que a maioria das mulheres sofre episiotomia (corte no períneo para facilitar a expulsão do bebé) e consequente incontinência urinária.  

Nas primeiras 3 ou 4 semanas depois do parto é quando o útero aperta um pouco e a linha alba se começa a fechar. Pode-se recuperar a intensidade da corrida que se deseje e progressivamente ir incorporando abdominais no treino sem qualquer problema. Recordem que uma grávida pode correr moderadamente até ao dia do parto e recomeçar no dia a seguir ao parto, desde que suavemente e com a barriga presa. Inclusivamente para a amamentação é bom não deixar o exercício já que quando treinamos movemos hormonas e cálcio e sempre que treinarmos de forma ligeira vamos facilitar a produção do leite. Do leite que o nosso peito produz, é de ressaltar que parte do cálcio que está presente nesse leite provém dos alimentos que ingerimos e outra parte o nosso corpo vai busca-lo às nossas reservas ósseas. Ora, quanto mais treinas, mais reservas ósseas terás e maior a qualidade do leite.

Por fim também é importante mencionar que o exercício regular previne a depressão pós parto nas mamãs. Mamã corredora sem deixar de fazer exercício, mamã não deprimida.

A primeira coisa que queremos esclarecer é que se se trata de uma gravidez em que não haja riscos e todos os parâmetros estejam bem controlados, não há nenhum perigo para o bebé sempre e quando correr não pressuponha um esforço demasiado grande, como por exemplo, numa competição.

Podemos comparar a gravidez com uma preparação para provas físicas de grande resistência já que o parto pressupõe um esforço físico esgotante que depende da resistência mental e muscular da mãe em conjunto com um controlo hormonal. Ou seja, se treinarmos estaremos a preparamo-nos para ele por isso é importante continuar a fazer algum exercício até ao dia do parto e recomeçar o mais depressa possível depois.

Nos primeiros três meses há um desajuste hormonal. Se a este desajuste acrescentarmos o deixar de fazer algo a que o corpo estava acostumado, é possível que tudo comece a funcionar pior, fiquemos deprimidas ou se corra um maior risco de aborto. Os benefícios em fazer exercício durante a gravidez são sempre superiores aos riscos - isto sim, sempre que a mulher esteja acostumada a correr. Se não for este o caso, o melhor é reservar o nosso encontro com o running para mais tarde e tentar fazer outro tipo de desportos mais adequados e controlados.

Primeiro trimestre

Durante os 2-3 primeiros meses de gravidez, o embrião e as membranas que o cobrem estão em desenvolvimento. Nestes meses os tecidos do embrião atravessam os tecidos que formam o útero da mãe e deixam de alimentar-se por difusão das paredes do útero. Nutre-se por intermédio do sangue materno e quando alcança a camada vascular do útero dá lugar ao feto. A união das membranas do feto com o útero materno produz-se através da placenta descodeia que é uma espécie de bolsa que se pega ao útero por uma zona com a uma extensão equivalente a uma moeda média. Se nos primeiros meses esta ligação se "descola" da placenta, o embrião ou feto morre. 

Esta é a razão principal por que se recomenda descanso nesta etapa, ainda que haja mulheres que estão habituadas a praticar desporto e ultrapassam esta fase sem qualquer tipo de complicação fazendo a sua vida normal com exercício.

O mais importante é continuar a fazer a mesma quantidade de exercício a que estávamos habituadas, tendo cuidado para não sofrer muito impacto nem fazer muitos saltos para que o ajuste normal da mãe seja mais eficaz. É um erro parar totalmenteou, pelo contrário, começar subitamente um programa de exercício intenso.  

Algumas mulheres vivem estes 3 meses como se nada tivesse mudado nas suas vidas e duvidam até de estar grávidas. Se não existem problemas com a gravidez, podemos continuar a correr como sempre, apenas ter cuidado para não fazer demasiado esforço.

Segundo trimestre

É o mais confortável. Todo o mal-estar desaparece e começas a descobrir que as curvas são lindas porque pressupõem uma nova vida dentro de ti. Durante esses meses é normal sentir-se cheia de energia pelo que, apesar do teu peso aumentar todos os dias, correr torna-se um exercício muito agradável e divertido porque aprendeste a controlar as tuas pulsações e a manter um ritmo mais baixo e fácil de seguir. Mas há que ter cuidado. Corre para cuidares de ti física e emocionalmente. Correr ajuda-te a controlar o peso e a libertares endorfinas que te fazem sentir feliz. Não é recomendado competir ou fazer esforços máximos.

Terceiro trimestre

É o descanso da corredora. Não podemos, no entanto, deixar totalmente de correr ou de fazer exercício. Muda o "chip" e inscreve-te em aulas de hidroginástica. Vais descobrir as vantagens da gravidez aquática à medida que o peso da barriga se vai tornando insuportável. Outra opção para não perder a boa forma é andar uma hora e meia por dia a um ritmo rápido, principalmente por trilhos e montanha. Ainda que te pareça um exercício simples, é o melhor. Mantém a tua forma física e fortalece as tuas articulações, além de treinar a musculatura do períneo e de estabilizar o teu corpo nas encostas e desníveis pondo os abdominais fortes apesar do seu volume.

Se andas a um ritmo muito rápido, não te custará quase nada voltar a correr depois do parto.Pensa que estás a treinar a resistência. Se tivesses de correr com uma mochila de 10 a 15 Kg de peso também não conseguirias deslocar-te com muita rapidez.

Portanto, nestetrimestre convém correr suavemente ou não correr, excepto se estivermos em excelente forma. Opta por alongares e fazeres iogapara tentar baixar a tensão muscular e preparar o parto.

Há que mencionar o risco de lesão que existe para as articulações maternas nos exercícios de alto impacto se corrermos como loucas neste trimestre porque durante a gravidez, segrega-se uma hormona chamada relaxina que coloca os ligamentos mais laços e assim corremos o risco de nos excedermos na mobilidade articular. É também importante mencionar que se a barriga se move em todas as direcções com cada pisada, corremos o risco de danificar os ligamentos do útero, por isso é importante utilizar uma faixa. Estes são os riscos reais de treinar sem limite no terceiro trimestre, mas ainda é pior não nos movermos. O importante é correr com cabeça. 

E depois do parto?

Imediatamente depois do parto a mulher pode começar pouco a pouco a praticar actividade física. Se não estamos acostumadas, é melhor andar do que correr. Convém reforçar os músculos do períneo (exercícios de Kegel, subir e descer por terreno irregular…) já que a maioria das mulheres sofre episiotomia (corte no períneo para facilitar a expulsão do bebé) e consequente incontinência urinária.  

Nas primeiras 3 ou 4 semanas depois do parto é quando o útero aperta um pouco e a linha alba se começa a fechar. Pode-se recuperar a intensidade da corrida que se deseje e progressivamente ir incorporando abdominais no treino sem qualquer problema. Recordem que uma grávida pode correr moderadamente até ao dia do parto e recomeçar no dia a seguir ao parto, desde que suavemente e com a barriga presa. Inclusivamente para a amamentação é bom não deixar o exercício já que quando treinamos movemos hormonas e cálcio e sempre que treinarmos de forma ligeira vamos facilitar a produção do leite. Do leite que o nosso peito produz, é de ressaltar que parte do cálcio que está presente nesse leite provém dos alimentos que ingerimos e outra parte o nosso corpo vai busca-lo às nossas reservas ósseas. Ora, quanto mais treinas, mais reservas ósseas terás e maior a qualidade do leite.

Por fim também é importante mencionar que o exercício regular previne a depressão pós parto nas mamãs. Mamã corredora sem deixar de fazer exercício, mamã não deprimida.


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