Existem riscos para o
bebé?
Muitas mulheres perguntam-se se podem
continuar a correr enquanto estão grávidas, se existem riscos para
o bebé e o que podem fazer para não perder o treino durante os 9
meses. Queremos ajudar a esclarecer todas as
dúvidas!
A primeira
coisa que queremos esclarecer é que se se trata de uma gravidez em
que não haja riscos e todos os parâmetros estejam bem
controlados.
Não há
nenhum perigo para o bebé sempre e quando correr não pressuponha um
esforço demasiado grande, como por exemplo, numa competição.
Podemos comparar a gravidez com uma
preparação para provas físicas de grande resistência já que o parto
pressupõe um esforço físico esgotante que depende da resistência
mental e muscular da mãe em conjunto com um controlo hormonal. Ou
seja, se treinarmos estaremos a preparamo-nos para ele por isso é
importante continuar a fazer algum exercício até ao dia do parto e
recomeçar o mais depressa possível depois.
Nos
primeiros três meses há um desajuste hormonal. Se a este
desajuste acrescentarmos o deixar de fazer algo a que o corpo
estava acostumado, é possível que tudo comece a funcionar pior,
fiquemos deprimidas ou se corra um maior risco de aborto. Os
benefícios em fazer exercício durante a gravidez são sempre
superiores aos riscos - isto sim, sempre que a mulher
esteja acostumada a correr. Se não for este o caso, o melhor é
reservar o nosso encontro com o running para mais tarde e tentar
fazer outro tipo de desportos mais adequados e controlados.
Primeiro
trimestre
Durante os 2-3 primeiros meses de
gravidez, o embrião e as membranas que o cobrem estão em
desenvolvimento. Nestes meses os tecidos do embrião atravessam os
tecidos que formam o útero da mãe e deixam de alimentar-se por
difusão das paredes do útero. Nutre-se por intermédio do sangue
materno e quando alcança a camada vascular do útero dá lugar ao
feto. A união das membranas do feto com o útero materno produz-se
através da placenta descodeia que é uma espécie de bolsa que se
pega ao útero por uma zona com a uma extensão equivalente a uma
moeda média. Se nos primeiros meses esta ligação se "descola" da
placenta, o embrião ou feto morre.
Esta é
a razão principal por que se
recomenda descanso nesta etapa, ainda que haja mulheres que estão habituadas a
praticar desporto e ultrapassam esta fase sem
qualquer tipo de complicação fazendo a sua vida normal com
exercício.
O mais importante é continuar a
fazer a mesma quantidade de exercício a que estávamos
habituadas, tendo cuidado para não sofrer muito
impacto nem fazer muitos
saltos para que o ajuste normal da mãe seja mais eficaz. É
um erro parar totalmenteou, pelo contrário, começar subitamente um
programa de exercício intenso.
Algumas mulheres vivem estes 3 meses
como se nada tivesse mudado nas suas vidas e duvidam até de estar
grávidas. Se não existem problemas com a gravidez, podemos
continuar a correr como sempre, apenas ter cuidado para não fazer
demasiado esforço.
Segundo
trimestre
É o mais confortável. Todo o mal-estar
desaparece e começas a descobrir que as curvas são lindas porque
pressupõem uma nova vida dentro de ti. Durante
esses meses é normal sentir-se cheia de energia pelo que,
apesar do teu peso aumentar todos os dias, correr torna-se um
exercício muito agradável e divertido porque aprendeste a
controlar as tuas pulsações e a
manter um ritmo mais baixo e fácil de seguir. Mas há que ter
cuidado. Corre para cuidares de ti física e emocionalmente. Correr ajuda-te a controlar o peso e a
libertares endorfinas que te fazem sentir feliz. Não é recomendado competir ou fazer
esforços máximos.
Terceiro
trimestre
É o descanso da corredora. Não
podemos, no entanto, deixar totalmente de correr ou de fazer
exercício. Muda o "chip" e
inscreve-te em aulas de hidroginástica. Vais descobrir as
vantagens da gravidez
aquática à medida que o peso da barriga se vai
tornando insuportável. Outra opção para não perder a boa forma é
andar uma hora e meia por dia a um ritmo rápido, principalmente por
trilhos e montanha. Ainda que te pareça um exercício simples, é o
melhor. Mantém a tua forma física e fortalece as tuas articulações,
além de treinar a musculatura do períneo e de estabilizar o teu
corpo nas encostas e desníveis pondo os abdominais fortes apesar do
seu volume.
Se andas a um ritmo muito rápido, não
te custará quase nada voltar a correr depois do parto.Pensa que
estás a treinar a resistência. Se tivesses de correr com uma
mochila de 10 a 15 Kg de peso também não conseguirias deslocar-te
com muita rapidez.
Portanto, nestetrimestre convém correr suavemente ou
não correr, excepto se estivermos em excelente forma. Opta
por alongares e fazeres iogapara tentar baixar a tensão muscular e
preparar o parto.
Há que mencionar o
risco de lesão que existe para as articulações maternas nos
exercícios de alto impacto se corrermos como loucas neste
trimestre porque durante a gravidez, segrega-se uma hormona chamada
relaxina que coloca os ligamentos mais laços e assim corremos o
risco de nos excedermos na mobilidade articular. É também
importante mencionar que se a barriga se move em todas as direcções
com cada pisada, corremos o risco de danificar os ligamentos do
útero, por isso é importante
utilizar uma faixa. Estes são os riscos reais de treinar sem
limite no terceiro trimestre, mas ainda é pior não nos movermos.
O importante é correr com
cabeça.
E depois do
parto?
Imediatamente depois do parto a mulher
pode começar pouco a pouco a
praticar actividade física. Se não estamos acostumadas, é melhor
andar do que correr. Convém reforçar
os músculos do períneo (exercícios de Kegel, subir e descer
por terreno irregular…) já que a maioria das mulheres sofre
episiotomia (corte no períneo para facilitar a expulsão do bebé) e
consequente incontinência urinária.
Nas primeiras 3 ou 4 semanas depois do
parto é quando o útero aperta um pouco e a linha alba se começa a
fechar. Pode-se recuperar a intensidade da corrida que se deseje e
progressivamente ir incorporando
abdominais no treino sem qualquer problema. Recordem que uma
grávida pode correr moderadamente até ao dia do parto e recomeçar
no dia a seguir ao parto, desde que suavemente e com a barriga
presa. Inclusivamente para a amamentação é bom não deixar o
exercício já que quando treinamos movemos hormonas e cálcio e
sempre que treinarmos de forma ligeira vamos facilitar a produção
do leite. Do leite que o nosso peito produz, é de ressaltar que
parte do cálcio que está presente nesse leite provém dos alimentos
que ingerimos e outra parte o nosso corpo vai busca-lo às nossas
reservas ósseas. Ora, quanto mais treinas, mais reservas ósseas
terás e maior a qualidade do leite.
Por fim também é importante mencionar que o exercício regular previne a depressão pós parto nas
mamãs. Mamã
corredora sem deixar de fazer exercício, mamã não deprimida.
A primeira coisa que queremos
esclarecer é que se se trata de uma gravidez em que não haja riscos
e todos os parâmetros estejam bem controlados, não há nenhum perigo
para o bebé sempre e quando correr não pressuponha um esforço
demasiado grande, como por exemplo, numa competição.
Podemos comparar a gravidez com uma
preparação para provas físicas de grande resistência já que o parto
pressupõe um esforço físico esgotante que depende da resistência
mental e muscular da mãe em conjunto com um controlo hormonal. Ou
seja, se treinarmos estaremos a preparamo-nos para ele por isso é
importante continuar a fazer algum exercício até ao dia do parto e
recomeçar o mais depressa possível depois.
Nos primeiros três meses há um
desajuste hormonal. Se a este desajuste acrescentarmos o
deixar de fazer algo a que o corpo estava acostumado, é possível
que tudo comece a funcionar pior, fiquemos deprimidas ou se corra
um maior risco de aborto. Os benefícios em fazer exercício
durante a gravidez são sempre superiores aos riscos - isto
sim, sempre que a mulher esteja acostumada a correr. Se não for
este o caso, o melhor é reservar o nosso encontro com o running
para mais tarde e tentar fazer outro tipo de desportos mais
adequados e controlados.
Primeiro
trimestre
Durante os 2-3 primeiros meses de
gravidez, o embrião e as membranas que o cobrem estão em
desenvolvimento. Nestes meses os tecidos do embrião atravessam os
tecidos que formam o útero da mãe e deixam de alimentar-se por
difusão das paredes do útero. Nutre-se por intermédio do sangue
materno e quando alcança a camada vascular do útero dá lugar ao
feto. A união das membranas do feto com o útero materno produz-se
através da placenta descodeia que é uma espécie de bolsa que se
pega ao útero por uma zona com a uma extensão equivalente a uma
moeda média. Se nos primeiros meses esta ligação se "descola" da
placenta, o embrião ou feto morre.
Esta é a razão principal por que se
recomenda descanso nesta etapa, ainda que haja mulheres que
estão habituadas a praticar desporto e ultrapassam esta fase sem
qualquer tipo de complicação fazendo a sua vida normal com
exercício.
O mais importante é continuar a fazer
a mesma quantidade de exercício a que estávamos habituadas, tendo
cuidado para não sofrer muito impacto nem fazer muitos
saltos para que o ajuste normal da mãe seja mais eficaz. É
um erro parar totalmenteou, pelo contrário, começar subitamente um
programa de exercício intenso.
Algumas mulheres vivem estes 3 meses
como se nada tivesse mudado nas suas vidas e duvidam até de estar
grávidas. Se não existem problemas com a gravidez, podemos
continuar a correr como sempre, apenas ter cuidado para não fazer
demasiado esforço.
Segundo trimestre
É o mais confortável. Todo o mal-estar
desaparece e começas a descobrir que as curvas são lindas porque
pressupõem uma nova vida dentro de ti. Durante esses meses é normal
sentir-se cheia de energia pelo que, apesar do teu peso aumentar
todos os dias, correr torna-se um exercício muito agradável e
divertido porque aprendeste a controlar as tuas pulsações e
a manter um ritmo mais baixo e fácil de seguir. Mas há que
ter cuidado. Corre para cuidares de ti física e emocionalmente.
Correr ajuda-te a controlar o peso e a libertares endorfinas que te
fazem sentir feliz. Não é recomendado competir ou
fazer esforços máximos.
Terceiro
trimestre
É o descanso da corredora. Não
podemos, no entanto, deixar totalmente de correr ou de fazer
exercício. Muda o "chip" e inscreve-te em aulas de
hidroginástica. Vais descobrir as vantagens da gravidez
aquática à medida que o peso da barriga se vai tornando
insuportável. Outra opção para não perder a boa forma é andar uma
hora e meia por dia a um ritmo rápido, principalmente por trilhos e
montanha. Ainda que te pareça um exercício simples, é o melhor.
Mantém a tua forma física e fortalece as tuas
articulações, além de treinar a musculatura do períneo e
de estabilizar o teu corpo nas encostas e desníveis pondo os
abdominais fortes apesar do seu volume.
Se andas a um ritmo muito rápido, não
te custará quase nada voltar a correr depois do parto.Pensa que
estás a treinar a resistência. Se tivesses de correr com uma
mochila de 10 a 15 Kg de peso também não conseguirias deslocar-te
com muita rapidez.
Portanto, nestetrimestre convém correr
suavemente ou não correr, excepto se estivermos em excelente forma.
Opta por alongares e fazeres iogapara tentar baixar a tensão
muscular e preparar o parto.
Há que mencionar o risco de
lesão que existe para as articulações maternas nos
exercícios de alto impacto se corrermos como loucas neste trimestre
porque durante a gravidez, segrega-se uma hormona chamada relaxina
que coloca os ligamentos mais laços e assim corremos o risco de nos
excedermos na mobilidade articular. É também importante mencionar
que se a barriga se move em todas as direcções com cada pisada,
corremos o risco de danificar os ligamentos do útero, por isso é
importante utilizar uma faixa. Estes são os riscos reais de treinar
sem limite no terceiro trimestre, mas ainda é pior não nos
movermos. O importante é correr com cabeça.
E depois do
parto?
Imediatamente depois do parto a mulher
pode começar pouco a pouco a praticar actividade
física. Se não estamos acostumadas, é melhor andar do que correr.
Convém reforçar os músculos do períneo (exercícios de Kegel, subir
e descer por terreno irregular…) já que a maioria das mulheres
sofre episiotomia (corte no períneo para facilitar a expulsão do
bebé) e consequente incontinência urinária.
Nas primeiras 3 ou 4 semanas depois do
parto é quando o útero aperta um pouco e a linha alba se começa a
fechar. Pode-se recuperar a intensidade da corrida que se deseje e
progressivamente ir incorporando abdominais no
treino sem qualquer problema. Recordem que uma grávida
pode correr moderadamente até ao dia do parto e recomeçar no dia a
seguir ao parto, desde que suavemente e com a barriga presa.
Inclusivamente para a amamentação é bom não deixar o exercício já
que quando treinamos movemos hormonas e cálcio e sempre que
treinarmos de forma ligeira vamos facilitar a produção do leite. Do
leite que o nosso peito produz, é de ressaltar que parte do cálcio
que está presente nesse leite provém dos alimentos que ingerimos e
outra parte o nosso corpo vai busca-lo às nossas reservas ósseas.
Ora, quanto mais treinas, mais reservas ósseas terás e
maior a qualidade do leite.
Por fim também é importante mencionar
que o exercício regular previne a depressão pós
parto nas mamãs. Mamã corredora sem deixar de fazer
exercício, mamã não deprimida.
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